Apesar de não estar localizado em uma região de intenso risco sísmico, o Brasil registra terremotos com mais frequência do que muitos imaginam. Dados do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) apontam que o país contabilizou cerca de 100 terremotos ao longo deste século.
A boa notícia é que a grande maioria desses abalos foi de baixa magnitude, praticamente imperceptível para a população e sem provocar danos materiais.
Como os terremotos são medidos?
Os terremotos são classificados pela escala Richter, utilizada para medir a magnitude dos abalos sísmicos. Em geral, somente tremores superiores a 7 graus têm potencial para causar grandes destruições.
No Brasil, o maior terremoto já registrado ocorreu em 1955, no estado do Mato Grosso, com magnitude de 6,6 graus. No mesmo período, algumas localidades do Espírito Santo registraram tremores de 6,3 graus.
Tremores históricos
Embora sejam incomuns, alguns episódios ficaram marcados na história recente do país.
Em 1980, um terremoto de 5,2 graus foi registrado no Ceará. Três anos depois, o Amazonas registrou um abalo de 5,5 graus.
Já em 2007, um terremoto de magnitude 6,1 foi sentido na região da divisa entre Acre e Amazonas. No mesmo ano, Minas Gerais registrou um sismo de 4,9 graus.
Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em abril de 2008. Um terremoto de 5,2 graus foi percebido por moradores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, gerando preocupação e inúmeros relatos da população.
Mais recentemente, em 2018, reflexos de um forte terremoto ocorrido na Bolívia foram sentidos em algumas regiões brasileiras.
Últimos registros
Segundo o Centro de Sismologia da USP, os tremores mais recentes ocorreram em 11 de junho deste ano, na região de Tucuruí, no Pará. Foram registrados três pequenos terremotos, sendo o maior deles de magnitude 3,5.
Especialistas explicam que pequenos abalos sísmicos são relativamente comuns e acontecem diariamente em diversas partes do planeta. No entanto, apenas os eventos de maior intensidade costumam ganhar repercussão por causarem impactos ou serem percebidos pela população.
De acordo com o geógrafo Paulo, a percepção pública está diretamente ligada à intensidade dos tremores. “Abalos sísmicos pequenos são muito comuns, mas acabamos tendo notícias apenas daqueles mais intensos, que geram imagens impressionantes”, explica o especialista.
Embora o Brasil registre atividade sísmica regularmente, os especialistas reforçam que o país continua sendo considerado uma região de baixo risco para terremotos de grande magnitude quando comparado a áreas localizadas próximas ao encontro de placas tectônicas, como Chile, Japão, Indonésia e México.
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