Com a Copa do Mundo de 2026 movimentando milhões de torcedores, uma dúvida voltou a ganhar força entre trabalhadores e empregadores: as empresas são obrigadas a liberar os funcionários durante os jogos da Seleção Brasileira?
A resposta é não. Apesar da tradição e da mobilização nacional em torno do futebol, os dias de jogos do Brasil não são considerados feriados e a legislação trabalhista brasileira não prevê dispensa obrigatória dos colaboradores.
O que diz a lei?
A decisão de flexibilizar a jornada de trabalho cabe exclusivamente às empresas. Elas podem optar por liberar os funcionários, reduzir o expediente, transmitir as partidas no ambiente corporativo ou manter a rotina normalmente.
Uma pesquisa realizada pela Catho mostra que apenas 5% das empresas pretendem manter o expediente sem qualquer alteração durante os jogos da Seleção Brasileira. O levantamento aponta ainda que 76% dos empregadores reconhecem que a Copa do Mundo impacta diretamente a rotina corporativa.
Como as empresas estão se adaptando
Entre as principais medidas adotadas estão a liberação antecipada dos colaboradores, a instalação de telões nos ambientes de trabalho e a flexibilização dos horários.
A estratégia busca equilibrar produtividade, engajamento e bem-estar dos funcionários durante um dos eventos esportivos mais acompanhados do planeta.
As horas podem ser compensadas?
Sim. Caso a empresa decida liberar os colaboradores durante o expediente, as horas poderão ser compensadas posteriormente, desde que exista um acordo prévio entre as partes e sejam respeitados os limites previstos na legislação trabalhista.
A compensação não pode ultrapassar duas horas extras por dia e deve ser previamente comunicada aos trabalhadores.
E quem faltar sem autorização?
A ausência injustificada continua sendo considerada uma falta comum e pode gerar desconto salarial, perda do descanso semanal remunerado e até advertências e suspensões em casos de reincidência.
Já profissionais que atuam em áreas essenciais, como saúde, segurança, transporte e atendimento ao público, costumam seguir regras ainda mais rígidas.
Diálogo é a principal recomendação
Especialistas destacam que o bom senso, o planejamento e a comunicação entre empresas e funcionários são fundamentais para evitar conflitos e garantir um ambiente de trabalho equilibrado durante a Copa do Mundo.
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