Com investimento de R$ 16,5 milhões, Sabesp instala novas unidades de tratamento em Embu-Guaçu e amplia produção de 110 para 220 litros por segundo. Projeto integra plano de expansão do abastecimento e saneamento até 2029.
A Região Metropolitana de São Paulo ganhou um importante reforço no sistema de abastecimento de água. A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Embu-Guaçu passou por uma ampliação que dobrou sua capacidade de produção, de 110 para 220 litros por segundo, com a instalação de duas unidades móveis de tratamento.
O investimento de R$ 16,5 milhões, realizado pela Sabesp, deverá beneficiar aproximadamente 60 mil moradores do município e contribuir para melhorar a segurança do fornecimento de água.
Os novos equipamentos já estão em funcionamento e utilizam tecnologia de ultrafiltragem por membranas, que permite ampliar a capacidade de tratamento sem a necessidade de construir uma estação convencional de grande porte.
A iniciativa integra o programa Na Rota da Água, que prevê aproximadamente 1.100 entregas até 2029, incluindo obras e melhorias na infraestrutura de saneamento.
A ampliação acontece em um momento de preocupação com a disponibilidade de água na Grande São Paulo, diante de períodos de estiagem e da necessidade de fortalecer os sistemas de abastecimento.
Como funciona a nova tecnologia de tratamento de água?
As duas unidades instaladas em Embu-Guaçu funcionam como módulos independentes de tratamento.
Diferentemente das grandes estruturas convencionais, os equipamentos utilizam membranas especiais capazes de separar partículas e impurezas presentes na água.
O processo é conhecido como ultrafiltragem e utiliza barreiras físicas para melhorar a qualidade da água tratada.
Entre as vantagens dessa tecnologia estão a possibilidade de instalação em espaços menores, a modularidade e a ampliação da capacidade de produção em prazos potencialmente mais curtos.
Segundo o Governo de São Paulo, a solução permite aumentar a oferta de água sem depender da construção de uma nova estação convencional.
Apesar das diferenças entre os processos, a água produzida deverá atender aos mesmos padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde.
A Sabesp informou que os sistemas convencionais e as unidades de ultrafiltragem são submetidos a procedimentos de controle de qualidade e dosagem de produtos químicos.
Produção de água passa a 220 litros por segundo
Antes da ampliação, a ETA de Embu-Guaçu tinha capacidade de tratar 110 litros de água por segundo.
Com a entrada em funcionamento das duas unidades móveis, esse volume passou para 220 litros por segundo.
CAPACIDADE DE TRATAMENTO DA ESTAÇÃO
Antes das obras
110 L/s
Após as obras
220 L/s
Investimento
R$ 16,5 milhões
População beneficiada
60 mil pessoas
Dados divulgados pelo Governo de São Paulo sobre a ampliação da ETA de Embu-Guaçu.
O aumento representa um acréscimo de 110 litros por segundo na capacidade de tratamento.
Em termos de capacidade nominal, o novo sistema poderá produzir até aproximadamente 19 milhões de litros de água por dia, considerando funcionamento contínuo na vazão máxima.
Esse número representa uma capacidade teórica, não necessariamente o volume efetivamente produzido e distribuído diariamente.
A ampliação deverá oferecer maior flexibilidade operacional ao sistema de abastecimento local.
Região receberá R$ 966,2 milhões em investimentos até 2029
A modernização da ETA de Embu-Guaçu faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos planejados pela Sabesp para municípios da região sudoeste da Grande São Paulo.
O pacote contempla Embu-Guaçu, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, com previsão de R$ 966,2 milhões em investimentos até 2029.
Segundo o governo estadual, o planejamento representa um aumento de 510% no investimento por habitante da região, em comparação com o período de referência utilizado pela administração.
Entre as intervenções está a adutora Alça Sudoeste, projetada para reforçar a distribuição de água.
A primeira etapa da estrutura, com aproximadamente três quilômetros de extensão, já foi entregue.
A segunda fase tinha conclusão prevista para o segundo semestre de 2026.
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, também informou a previsão de outros R$ 797 milhões em obras regionais nos próximos anos.
Os valores divulgados fazem parte do planejamento apresentado pelo governo e não devem ser somados automaticamente, pois podem abranger iniciativas já incluídas no pacote regional.
Obras de esgoto deverão beneficiar 400 mil moradores
Além da ampliação da produção de água, a Sabesp prepara novas estruturas de coleta e transporte de esgoto em Itapecerica da Serra.
O projeto prevê três estações de bombeamento e aproximadamente 36 quilômetros de tubulações, com investimento de R$ 59 milhões.
Segundo o governo estadual, o sistema deverá encaminhar o esgoto coletado para uma estação de tratamento localizada em Barueri.
A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 400 mil moradores e contribuir para a melhoria das condições ambientais da região.
A implantação dessas estruturas busca ampliar a coleta e o encaminhamento adequado dos efluentes, reduzindo o lançamento de esgoto sem tratamento em cursos d’água.
Represa Guarapiranga está entre as áreas beneficiadas
As intervenções também têm importância ambiental por sua relação com a bacia da Represa Guarapiranga, um dos mananciais utilizados no abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo.
O projeto deverá contribuir para a melhoria da qualidade da água do Rio Embu-Mirim e da represa.
As obras fazem parte do programa Nossa Guarapiranga, que reúne iniciativas de ampliação da infraestrutura de esgotamento sanitário.
Entre as ações previstas estão:
- Implantação de 650 quilômetros de redes de esgoto.
- Construção de 23 estações elevatórias.
- Modernização de outras seis unidades.
- Conexão de aproximadamente 90 mil imóveis à rede.
- Atendimento a cerca de 25 mil residências localizadas em áreas informais.
A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto é importante para reduzir a poluição dos mananciais e preservar a qualidade dos recursos hídricos.
Também contribui para melhorar as condições sanitárias das comunidades atendidas.
Estiagem aumenta preocupação com o abastecimento
Os investimentos ocorrem em um período de atenção à disponibilidade de água na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo os dados apresentados pelo Governo de São Paulo, os índices de chuva em determinadas áreas ficaram entre 40% e 70% abaixo da média no período analisado.
A redução das precipitações pode afetar a recuperação dos reservatórios e aumentar a pressão sobre os sistemas de abastecimento.
Nesse contexto, a modernização das estações de tratamento e a ampliação das estruturas de distribuição fazem parte das estratégias para aumentar a segurança hídrica.
Entretanto, é importante destacar que o aumento da capacidade de tratamento não significa, isoladamente, maior disponibilidade de água nos mananciais.
Para garantir a regularidade do abastecimento, também são necessárias medidas de preservação ambiental, redução de perdas na distribuição e gestão eficiente dos recursos disponíveis.
Sabesp prevê R$ 70 bilhões em investimentos até 2029
O Plano de Segurança Hídrica previsto no contrato da Sabesp estabelece investimentos de R$ 70 bilhões até 2029.
O planejamento contempla ações voltadas à ampliação do acesso à água tratada, coleta de esgoto e melhoria da infraestrutura de saneamento.
De acordo com os dados divulgados pelo governo estadual, a companhia investiu R$ 15,2 bilhões em obras e serviços de saneamento em 2025.
O valor representa um crescimento de aproximadamente 120% em relação aos R$ 6,9 bilhões registrados em 2024.
A expansão da infraestrutura faz parte das metas de ampliação dos serviços e modernização dos sistemas operacionais.
Por que os investimentos na Grande São Paulo são importantes?
A Região Metropolitana concentra milhões de moradores e depende de uma infraestrutura complexa para captar, tratar e distribuir água.
O crescimento urbano, as mudanças nos padrões de consumo e os períodos de estiagem aumentam a necessidade de planejamento e investimentos contínuos.
Em municípios como Embu-Guaçu, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, a ampliação da capacidade de tratamento e das redes de saneamento poderá contribuir para melhorar a regularidade dos serviços.
Embora as novas unidades estejam localizadas na região sudoeste, os investimentos em segurança hídrica têm relevância para toda a metrópole, incluindo bairros da capital paulista.
A ampliação da ETA de Embu-Guaçu representa mais uma etapa da modernização do abastecimento de água na Grande São Paulo, com a expectativa de beneficiar diretamente 60 mil moradores e fortalecer a infraestrutura de saneamento da região.
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O que você precisa saber
A Sabesp investiu R$ 16,5 milhões na instalação de duas unidades móveis de tratamento de água em Embu-Guaçu. Com a ampliação, a estação dobrou sua capacidade de produção, passando de 110 para 220 litros por segundo. A melhoria deverá beneficiar aproximadamente 60 mil moradores. A intervenção integra um pacote de R$ 966,2 milhões em investimentos previstos para Embu-Guaçu, Embu das Artes e Itapecerica da Serra até 2029.
Perguntas mais frequentes
Onde fica a estação de tratamento ampliada?
No município de Embu-Guaçu, na Região Metropolitana de São Paulo.
Quanto foi investido na ampliação?
R$ 16,5 milhões, segundo o Governo de São Paulo.
Qual é a nova capacidade da estação?
A estação passou de 110 para 220 litros de água por segundo.
Quantas pessoas serão beneficiadas?
A estimativa divulgada é de aproximadamente 60 mil moradores.
As novas unidades já estão funcionando?
Sim. Segundo as informações apresentadas, as duas unidades móveis já entraram em operação.
Qual tecnologia é utilizada?
Ultrafiltragem por membranas, que permite tratar água em estruturas modulares.
A água tratada segue os padrões de qualidade?
Sim. As unidades devem cumprir os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde.
Quanto será investido na região até 2029?
A Sabesp prevê R$ 966,2 milhões para Embu-Guaçu, Embu das Artes e Itapecerica da Serra.
O projeto também contempla tratamento de esgoto?
Sim. Há obras previstas de coleta e transporte de esgoto, incluindo estruturas que deverão beneficiar aproximadamente 400 mil moradores.
Jornal da Região:
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