Batata, tomate, cebola e carnes lideram as maiores altas do mês
Os brasileiros sentiram mais uma vez o peso da inflação na hora de fazer compras. Dados divulgados pelo IBGE mostram que os alimentos consumidos dentro de casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio, contribuindo diretamente para o aumento do custo de vida das famílias.
Entre os produtos que mais subiram de preço estão a batata-inglesa, que registrou alta impressionante de 44,69%, seguida pelo pepino (44,3%), tomate (20,62%), cebola (16,8%) e morango (16,6%).
As carnes também ficaram mais caras. A picanha subiu 3,97%, o filé-mignon teve aumento de 4,48% e a carne-seca registrou alta de 4,09%.
Segundo especialistas, o aumento está relacionado à redução da oferta de alguns produtos e ao encarecimento do transporte devido à alta dos combustíveis.
Alguns produtos ficaram mais baratos
Nem tudo subiu. Alguns alimentos apresentaram queda nos preços e ajudaram a aliviar parcialmente o orçamento dos consumidores.
A abobrinha liderou as reduções, com queda de 11,43%. Também ficaram mais baratos produtos como laranja-lima (-9,87%), maracujá (-6,23%), pimentão (-6,99%) e batata-doce (-3,71%).
O café moído, que vinha registrando sucessivos aumentos nos últimos meses, apresentou recuo de 2,38%, enquanto as frutas, em média, ficaram 0,70% mais baratas.
Alimentação continua pressionando a inflação
O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos que mais influenciaram a inflação oficial do país em maio, registrando alta de 1,33%.
Além dos alimentos, outros setores também impactaram o orçamento das famílias, como habitação e saúde.
A conta de energia elétrica foi um dos principais destaques negativos do mês, com aumento médio de 3,67%, impulsionado por reajustes tarifários e pela vigência da bandeira amarela.
Já no segmento de saúde e cuidados pessoais, os artigos de higiene tiveram alta de 1,95%, com destaque para os perfumes, que ficaram 4,42% mais caros.
Consumidores precisam pesquisar mais
Com a oscilação constante dos preços, especialistas recomendam que os consumidores pesquisem antes de comprar, aproveitem promoções e busquem alternativas para equilibrar o orçamento doméstico.
Enquanto alguns produtos continuam pressionando o bolso dos brasileiros, outros apresentam oportunidades de economia para quem planeja melhor suas compras.
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