Vale-refeição dura, em média, 9 dias úteis no Brasil, aponta pesquisa

Curiosidades São Paulo Últimas NOTÍCIAS

Levantamento da Pluxee mostra queda na duração do benefício em 2026; Roraima tem a menor cobertura, enquanto Minas Gerais registra a maior

O vale-refeição está cobrindo uma parcela cada vez menor dos dias trabalhados pelos brasileiros. Segundo levantamento da Pluxee, empresa de benefícios corporativos, o benefício passou a durar, em média, 9 dias úteis por mês em 2026, contra 10 dias no mesmo período do ano anterior — uma redução de 4,4%.

Na prática, o trabalhador que utiliza o benefício para fazer suas refeições durante a jornada precisa recorrer ao próprio salário para custear uma parte significativa dos dias em que trabalha fora de casa.

Refeição custa, em média, R$ 44,69

Um dos principais fatores apontados pelo levantamento é a diferença entre o custo da alimentação e o valor disponibilizado pelas empresas.

A pesquisa indica que o preço médio de uma refeição no Brasil chegou a R$ 44,69, enquanto o valor médio mensal do vale-refeição concedido pelas empresas é de R$ 583,75.

Considerando esses valores, o benefício não é suficiente para cobrir todos os dias úteis de alimentação fora de casa.

O levantamento também aponta que o trabalhador já precisa desembolsar do próprio bolso um valor que supera 100% do benefício recebido para complementar suas despesas com alimentação.

Diferença entre os estados

A duração do vale-refeição apresenta diferenças significativas de acordo com a região do país.

Roraima aparece com o menor período de cobertura, com apenas 6 dias úteis.

Na outra ponta está Minas Gerais, onde o benefício alcança, em média, 13 dias úteis.

São Paulo e Rio de Janeiro aparecem logo atrás, com 12 dias úteis de cobertura cada.

EstadoDias úteis de cobertura
Roraima6 dias
Média nacional9 dias
São Paulo12 dias
Rio de Janeiro12 dias
Minas Gerais13 dias

Benefício entra nas negociações trabalhistas

A defasagem do vale-refeição também começa a ganhar espaço nas negociações entre trabalhadores, sindicatos e empresas.

Com o aumento dos preços das refeições, reajustar apenas os salários pode não ser suficiente para compensar o impacto sobre quem precisa almoçar ou jantar fora de casa durante a jornada de trabalho.

A recomposição do benefício passou a ser considerada nas negociações salariais justamente pela diferença entre o valor recebido e o custo efetivo das refeições.

Impacto também chega às empresas

O problema não afeta apenas o trabalhador.

Segundo o levantamento, empresas também precisam considerar o vale-refeição como parte de sua estratégia de benefícios e retenção de profissionais.

Em um mercado de trabalho competitivo, benefícios considerados insuficientes podem contribuir para o descontentamento dos funcionários e influenciar os índices de turnover, ou seja, a rotatividade da mão de obra.

O cenário também envolve as empresas participantes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que contam com incentivos fiscais e precisam avaliar a adequação dos benefícios oferecidos aos seus empregados.

O que os números mostram

A pesquisa revela uma situação cada vez mais comum: o vale-refeição não acompanha, na mesma proporção, o custo das refeições consumidas durante a jornada de trabalho.

Com uma média nacional de apenas nove dias de cobertura, o benefício representa uma parcela limitada da alimentação mensal de quem trabalha presencialmente e depende de restaurantes, lanchonetes ou estabelecimentos comerciais para realizar suas refeições.

Para o trabalhador, isso significa maior necessidade de complementar o benefício com recursos próprios. Para as empresas, o cenário coloca o valor do vale-refeição no centro das discussões sobre remuneração, satisfação e retenção de funcionários.

O que você precisa saber

  • O vale-refeição cobre, em média, 9 dias úteis por mês no Brasil em 2026.
  • Em 2025, a média era de 10 dias.
  • O preço médio de uma refeição chegou a R$ 44,69.
  • O valor médio do benefício é de R$ 583,75.
  • Roraima registra a menor cobertura, com 6 dias úteis.
  • Minas Gerais apresenta a maior cobertura, com 13 dias.
  • São Paulo e Rio de Janeiro registram 12 dias cada.
  • O valor do benefício pode ser tema de negociações entre empresas e sindicatos.

Perguntas frequentes

Quantos dias o vale-refeição dura, em média, no Brasil?
Segundo o levantamento citado, 9 dias úteis por mês.

Quanto custa, em média, uma refeição?
O estudo aponta preço médio nacional de R$ 44,69.

Qual estado apresenta a maior duração do benefício?
Minas Gerais, com média de 13 dias úteis.

E qual apresenta a menor?
Roraima, com apenas 6 dias úteis.

O trabalhador precisa complementar o vale com dinheiro próprio?
Segundo o levantamento, sim. O estudo aponta que o complemento desembolsado pelo trabalhador já supera 100% do valor recebido em benefício.

Deixe uma resposta