Cel. Jordão tinha treze filhos. Não se sabe quantos vieram com o pai para São Paulo, mas há notícia que a maioria ficou em Itararé ou em outras localidades no Paraná. Sua filha Maria Cândida que era chamada familiarmente por Nhanhã veio com o pai e passava muito tempo na fazenda. Em dezessete de setembro de 1894, falece a primeira esposa de Guilherme, Maria Elisa (Elizabeth?) Raeder Braun. No ano seguinte, em dezenove de outubro de 1895, Guilherme casa-se com a filha do Cel. Jordão e tornam-se proprietários da fazenda. Pelos relatos da Helena Weber Braun, ela com o marido e filha saíram da fazenda e foram para a capital neste mesmo ano. Em 1898 nasce o primeiro filho do segundo casamento, Manoel Amazonas, em seguida, Eurídice, em 1903, Maria Cândida (Marietta), em 1904, Oscar, em 1905, Ida, em 1907 e o filho mais novo Alfredo em 1908.
Talvez por uma crise momentânea na economia cafeeira ou por má gestão, deu-se a falência da indústria de Guilherme. Este, para se livrar dos credores da massa falida, trocou seu sobrenome de Braun para Praun da Silva. É quase certo que esta mudança tenha sido na data do novo casamento, pois ele acresceu o Silva da Esposa. O registro do enlace está no Livro de Casamentos da Paróquia de Santa Hifigenia, página 182, microfilmado pela Cúria Metropolitana de São Paulo. Neste registro consta que foram “dispensados os proclamas e mais diligências que deveriam preceder ao ato”. Quer dizer que o ato baseou-se em informações verbais (fig. 6). Está registrado também o nome da primeira esposa como Maria Isabel Praun, filha legítima de Benedicto de Monico e Carolina Ardolevi. Nada condizendo com o que figura em todos outros documentos consultados, principalmente na certidão do primeiro casamento. O fato é que, deste feito, o novo sobrenome aparece em todos os registros consultados, inclusive no atestado de óbito da primeira esposa .

Figura 6 – Registro de casamento na paróquia de Santa Ifigênia, arquivo da Cúria Metropolitana. Retrato oficial dos nubentes.
Esta foi a principal razão da rejeição de parte da família de Petrópolis que prezava pelo sobrenome pátrio. Também é possível que a saída de seus sobrinhos da fazenda se relacione com este fato. Seu sobrinho Adão, com esposa e filha, voltou para Petrópolis em 1900 e montou uma torrefação de café que teve curta duração, alcançada pelo processo da mesma falência já que ele era sócio da empresa do tio. Este teve que procurar emprego no Rio de Janeiro onde passou a trabalhar na Casa da Moeda.
Pesquisa e autoria: Oscar Paulo Gross Braun
Publicação especial: Gazeta da Vila Guilherme
Jornal da Região:
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