Ciclone extratropical deve atingir o Sul do Brasil com temporais, ventos de até 100 km/h e queda nas temperaturas

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Sistema começa a se organizar entre quarta e quinta-feira e deve provocar chuva forte, tempestades e rajadas intensas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

Um ciclone extratropical deve provocar uma mudança significativa nas condições do tempo na Região Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (20). A previsão indica a ocorrência de temporais, chuva intensa, rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e queda acentuada das temperaturas.

O sistema começa a se organizar entre a noite de quarta-feira (19) e a madrugada de quinta-feira, com a formação de uma área de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul. A partir daí, a instabilidade deve ganhar força e avançar gradualmente por diferentes áreas dos três estados do Sul.

Segundo a previsão da Meteored, os maiores impactos devem ocorrer entre quinta e sexta-feira (21), quando o ciclone estará mais desenvolvido e começará a se deslocar em direção ao oceano.

Como o ciclone começa a se formar

A formação do sistema está associada ao desenvolvimento de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Rio Grande do Sul.

Na manhã de quinta-feira, a instabilidade deve começar pelo Oeste, Missões e região Central do estado. Nessas áreas, são esperadas chuvas fortes e possibilidade de tempestades.

Ao longo do dia, o sistema deve avançar para outras regiões gaúchas, alcançando também a Campanha, o Sul, o Sudeste e a região de Porto Alegre.

A instabilidade não ficará restrita ao Rio Grande do Sul. Durante a tarde, o avanço do sistema deverá levar chuva intensa e temporais para o Oeste de Santa Catarina e regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.

Quinta-feira será marcada por temporais

A quinta-feira deve concentrar uma das fases mais instáveis do episódio.

No Rio Grande do Sul, áreas do Norte e da Serra também entram no radar de atenção. Em Santa Catarina, o Oeste e o Meio-Oeste devem receber os primeiros impactos mais significativos.

No Paraná, o Oeste e o Sudoeste poderão registrar chuva forte e tempestades.

As rajadas de vento poderão atingir aproximadamente 75 km/h em áreas do Oeste, Missões, Norte e Serra do Rio Grande do Sul, além do Meio-Oeste de Santa Catarina e do Sul do Paraná.

Durante a noite, as instabilidades devem avançar para o Centro e o Sul de Santa Catarina e para o Sul do Paraná.

No Rio Grande do Sul, a previsão mantém atenção especialmente para a Serra, Litoral, Sul, Sudeste e Campanha.

Sexta-feira terá os ventos mais fortes

A situação deve ganhar outra característica na sexta-feira, quando o ciclone estiver formado e começar a se afastar gradualmente em direção ao Oceano Atlântico.

Mesmo com o deslocamento do sistema, os ventos poderão aumentar de intensidade nas áreas próximas ao litoral.

As previsões indicam rajadas entre 70 km/h e 100 km/h no Leste e Nordeste do Rio Grande do Sul, Leste de Santa Catarina e Leste do Paraná.

É importante destacar que a previsão de 100 km/h não significa que toda a Região Sul terá ventos dessa intensidade. As rajadas mais fortes são esperadas principalmente em áreas específicas do leste dos estados, especialmente próximas ao litoral.

Massa de ar frio provoca queda nas temperaturas

Além dos temporais e dos ventos, a passagem do ciclone deverá ser acompanhada pela chegada de uma massa de ar frio.

O ar frio deve começar a avançar pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná a partir de quinta-feira e ganhar força na sexta.

Com isso, a população deverá enfrentar uma mudança rápida nas condições meteorológicas: primeiro, a chegada das chuvas e tempestades; depois, o aumento da intensidade dos ventos e, na sequência, a entrada de ar mais frio.

Quais regiões devem ficar mais atentas?

Entre os principais pontos de atenção estão:

Rio Grande do Sul

  • Oeste;
  • Missões;
  • Região Central;
  • Campanha;
  • Serra;
  • Litoral;
  • Sul e Sudeste;
  • Região de Porto Alegre.

Santa Catarina

  • Oeste;
  • Meio-Oeste;
  • Centro;
  • Sul;
  • Leste e áreas próximas ao litoral.

Paraná

  • Oeste;
  • Sudoeste;
  • Sul;
  • Leste, especialmente áreas próximas ao litoral.

A intensidade dos fenômenos pode variar de acordo com a localização e a evolução do sistema.

Ventos fortes aumentam risco de quedas e interrupções

Rajadas próximas ou superiores a 70 km/h podem provocar quedas de galhos e árvores, destelhamentos, danos a estruturas mais frágeis e interrupções no fornecimento de energia.

Nas áreas litorâneas, a intensificação dos ventos também exige atenção para as condições do mar.

Por isso, durante os períodos de maior instabilidade, a recomendação é evitar permanecer próximo a árvores, postes, estruturas metálicas, placas, coberturas frágeis e outros elementos que possam ser derrubados ou deslocados pelo vento.

Motoristas também devem redobrar a atenção, principalmente durante chuva intensa e redução de visibilidade.

O que esperar nos próximos dias

A evolução prevista do sistema pode ser resumida em três etapas:

Quinta-feira (20): formação e fortalecimento da baixa pressão, com chuva intensa, temporais e rajadas de vento em áreas do Sul.

Sexta-feira (21): ciclone extratropical mais organizado e deslocamento em direção ao oceano, com possibilidade de rajadas de até 100 km/h principalmente no leste dos estados.

Após a passagem: avanço da massa de ar frio e queda das temperaturas na Região Sul.

A previsão meteorológica pode sofrer alterações conforme o sistema se desenvolve. Por isso, moradores das áreas potencialmente afetadas devem acompanhar os avisos emitidos pelos órgãos oficiais de meteorologia e Defesa Civil.


O que você precisa saber

  • Um ciclone extratropical deve afetar a Região Sul a partir de quinta-feira (20).
  • Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão entre os estados mais afetados.
  • Quinta-feira deve ter chuva forte e possibilidade de temporais.
  • Rajadas podem chegar a 100 km/h em áreas específicas na sexta-feira.
  • Os ventos mais fortes são esperados principalmente no leste dos estados.
  • Uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas.
  • O sistema pode causar quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia.
  • A previsão deve ser acompanhada durante a evolução do fenômeno.

Perguntas mais frequentes

O que é um ciclone extratropical?
É um sistema de baixa pressão associado a grandes mudanças nas condições atmosféricas, podendo provocar chuva, ventos fortes e queda de temperatura.

O ciclone vai atingir todo o Brasil?
A previsão apresentada indica impactos principalmente na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Os ventos chegarão a 100 km/h em todo o Sul?
Não. As rajadas de até 100 km/h estão previstas para áreas específicas, principalmente no leste dos estados e próximas ao litoral.

Quando ocorre o período mais crítico?
A previsão indica quinta e sexta-feira (20 e 21 de agosto), com características diferentes em cada dia.

Vai fazer frio depois do ciclone?
Sim. A passagem do sistema deverá ser acompanhada pelo avanço de uma massa de ar frio, provocando redução das temperaturas.

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