Manifestação cobra melhorias na permanência estudantil, infraestrutura dos campi e reforço no Hospital Universitário da USP
Estudantes das universidades estaduais paulistas realizaram nesta quarta-feira (20) uma grande manifestação em São Paulo em meio à greve que atinge cursos e campi da USP, Unesp e Unicamp há cerca de um mês. O ato teve início no Largo da Batata, na Zona Oeste da capital, e seguiu em marcha até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
A mobilização reúne estudantes, movimentos sociais, sindicatos e coletivos ligados a pautas sociais, educacionais e de moradia. Os manifestantes cobram respostas do governo estadual para demandas relacionadas à permanência estudantil, melhorias na infraestrutura universitária e ampliação do atendimento no Hospital Universitário da USP.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos estudantes estão o aumento do auxílio permanência, melhorias nos bandejões universitários, manutenção estrutural dos campi e mais contratações para o Hospital Universitário da USP. Os organizadores também criticam o fechamento de leitos e do pronto-socorro da unidade hospitalar.
Segundo os estudantes, diversos espaços universitários enfrentam problemas estruturais considerados graves. No Conjunto Residencial da USP (Crusp), alunos denunciam precariedade nas instalações e dificuldades enfrentadas pelos moradores universitários.
Na Unesp, uma das pautas envolve a ampliação de serviços noturnos em unidades da universidade após episódios envolvendo falta de atendimento durante o período da noite.
Além das questões diretamente ligadas às universidades, o movimento também levou críticas a políticas estaduais, incluindo a privatização da Sabesp, das linhas da CPTM e do Metrô, além da ampliação dos pedágios do sistema free flow, da política habitacional e do aumento da violência policial nas periferias paulistas.
O trajeto da marcha passou pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima, Cidade Jardim e Morumbi até chegar ao Palácio dos Bandeirantes. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a concentração começou ainda durante a tarde, com impacto no trânsito da região.
O movimento estudantil também relembrou episódios recentes envolvendo confrontos com a Polícia Militar. No último dia 11, estudantes protestaram em frente à Secretaria Estadual da Educação, no Centro de São Paulo, e a manifestação foi dispersada com bombas de gás.
Já na madrugada do dia 10 de maio, estudantes que ocupavam a Reitoria da USP, no campus do Butantã, foram retirados pela Polícia Militar. Alunos relataram uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e agressões com cassetetes durante a ação policial. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos da operação e estudantes feridos após a retirada.
Os manifestantes afirmam que a greve continua até que haja avanços concretos nas negociações envolvendo permanência estudantil, estrutura universitária e condições de atendimento nas instituições estaduais paulistas.

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