“Namastê”? Nada disso. Entenda o motivo científico por trás da famosa pose dos lêmures no frio

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Uma cena curiosa registrada no Zoológico de São Paulo chamou a atenção dos visitantes e viralizou nas redes sociais. Dois lêmures-de-cauda-anelada foram flagrados lado a lado, sentados com os braços abertos e o peito voltado para o sol, em uma postura que lembra uma sessão de meditação.

Apesar da aparência tranquila e quase espiritual, o comportamento tem uma explicação científica. Com a chegada das temperaturas mais baixas, os lêmures utilizam essa posição para absorver calor e aumentar rapidamente a temperatura corporal.

Nativos de Madagascar, os animais aproveitam os primeiros raios solares da manhã para aquecer o organismo e economizar energia antes de iniciar suas atividades diárias. Ao abrir os braços e expor a região do peito, onde a pelagem é menos densa, eles ampliam a área de contato com a luz solar, tornando a absorção de calor mais eficiente.

Esse processo ajuda a acelerar o metabolismo e favorece funções essenciais como a busca por alimento, a locomoção e a interação social dentro do grupo.

Os dois lêmures que protagonizaram a cena chegaram ao Zoológico de São Paulo em outubro de 2025 e pertencem à espécie Lemur catta, conhecida pela característica cauda com anéis pretos e brancos. A espécie ganhou fama mundial por inspirar o personagem Rei Julien, da animação Madagascar.

Além da aparência marcante, os lêmures possuem uma organização social complexa e utilizam mais de 15 tipos diferentes de vocalizações para se comunicar, demarcar território e alertar sobre possíveis ameaças.

A famosa pose, portanto, está longe de ser uma prática de meditação. Trata-se de uma estratégia evolutiva desenvolvida ao longo de milhares de anos para enfrentar o frio e garantir a sobrevivência da espécie.

(Crédito: Divulgação Zoo São Paulo)

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