Levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) indica que o presidente Lula ampliou vantagem em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Movimento mais significativo ocorreu entre eleitores independentes.
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta uma mudança importante no cenário eleitoral para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), especialmente entre os chamados eleitores independentes.
Segundo os dados divulgados, Lula aparece com 44% das intenções de voto no cenário geral de segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. A diferença de seis pontos percentuais coloca o presidente fora da margem de empate técnico observada em levantamentos anteriores.
Na pesquisa realizada em maio, Lula tinha 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 41%, configurando um cenário mais equilibrado.
O destaque da nova rodada está no comportamento dos eleitores independentes, grupo formado por pessoas que afirmam não se identificar como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, foi justamente nesse segmento que ocorreu a principal movimentação observada pela pesquisa.
Entre os eleitores independentes, Lula passou de 29% para 37% das intenções de voto entre maio e junho, registrando crescimento de oito pontos percentuais.
Já Flávio Bolsonaro apresentou queda no mesmo período, passando de 31% para 24%, uma redução de sete pontos.
Com isso, Lula abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais dentro desse grupo específico do eleitorado.
Os números indicam que os eleitores independentes podem exercer papel decisivo na disputa presidencial deste ano. Segundo os pesquisadores, esse segmento representa aproximadamente um terço do eleitorado nacional.
Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, o levantamento também simulou cenários de segundo turno envolvendo outros possíveis adversários.
Nos cenários contra Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, Lula também aparece liderando entre os eleitores independentes.
Contra Zema, Lula alcança 40% das intenções de voto entre os independentes, enquanto o governador mineiro aparece com 24%.
No cenário contra Caiado, Lula registra 40%, enquanto o ex-governador aparece com 24%.
Já diante de Renan Santos, Lula alcança 40%, enquanto o pré-candidato registra 19%.
Outro dado observado pela pesquisa foi a mudança nos índices de aprovação do governo federal dentro do grupo dos eleitores independentes.
Entre maio e junho, a desaprovação ao governo Lula nesse segmento caiu de 52% para 47%.
Ao mesmo tempo, a aprovação subiu de 37% para 41%.
No cenário geral da pesquisa, os índices permaneceram praticamente estáveis. A aprovação passou de 46% para 47%, enquanto a desaprovação oscilou de 49% para 48%.
Segundo a Quaest, o levantamento de junho é o primeiro a captar possíveis impactos de acontecimentos recentes que tiveram repercussão nacional, incluindo debates políticos, econômicos e temas relacionados ao cenário internacional.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
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A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra uma mudança importante no cenário eleitoral para 2026.
Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%.
O principal destaque do levantamento está entre os chamados eleitores independentes, grupo formado por pessoas que afirmam não se identificar como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita.
Nesse segmento, Lula passou de 29% para 37% das intenções de voto entre maio e junho.
Já Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%.
Com isso, Lula abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais entre os independentes, grupo que representa cerca de um terço do eleitorado brasileiro.
A pesquisa também mostrou aumento da aprovação do governo Lula dentro desse segmento específico e simulou cenários contra outros possíveis candidatos.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
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