Candidatos disputam o segundo turno em 25 de outubro e apresentam diferenças em áreas como economia, segurança, trabalho, educação, saúde e meio ambiente
Os brasileiros voltam às urnas em 25 de outubro para escolher o próximo presidente da República. O segundo turno será disputado por Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O TSE disponibiliza os planos de governo apresentados pelas duas candidaturas. Tribunal Superior Eleitoral
As propostas mostram diferenças importantes sobre o tamanho e a atuação do Estado, os gastos públicos, a segurança, as relações de trabalho e as políticas sociais.
A Gazeta da Vila Guilherme apresenta os principais pontos para ajudar o eleitor a comparar os dois projetos.
Estado e gestão pública
Flávio Bolsonaro: propõe reduzir a estrutura do governo federal, com corte de pelo menos dez ministérios, diminuição de cargos comissionados e medidas contra supersalários. Seu programa defende um Estado menor e maior participação da iniciativa privada. Campanha Flávio Bolsonaro Presidente 22
Lula: defende ampliar a capacidade de planejamento e investimento do Estado. O plano mantém a atuação do poder público como indutor do desenvolvimento e das políticas sociais.
Segurança pública
Flávio Bolsonaro: apresenta propostas de endurecimento no combate ao crime organizado. Entre elas estão medidas contra facções criminosas, ampliação do sistema prisional e maior uso de tecnologia na segurança.
O programa também propõe mudanças institucionais, como limites para decisões individuais de ministros do STF e o fim da reeleição para cargos do Executivo. UOL Notícias
Lula: propõe criar o Ministério da Segurança Pública, fortalecer ações contra o crime organizado e ampliar investimentos na área.
Também defende maior controle sobre armas e munições e ampliação do uso de câmeras corporais por policiais.
Economia e impostos
É uma das áreas em que as diferenças ficam mais claras.
Flávio Bolsonaro: defende um forte corte de despesas públicas, chamado em seu programa de “tesouraço”. Também propõe rever pontos da reforma tributária, reduzir impostos e retomar privatizações. Folha de S.Paulo
Lula: pretende manter o atual arcabouço fiscal combinado com investimentos públicos. Seu programa aposta no Novo PAC, na política industrial e na continuidade da reforma tributária.
Também defende a tributação dos mais ricos e a manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Trabalho e renda
Flávio Bolsonaro: propõe reduzir custos para estimular a contratação de trabalhadores, criar incentivos para o primeiro emprego de jovens e facilitar a contratação de pessoas com mais de 50 anos.
Também defende maior espaço para acordos entre empresas e trabalhadores e regras mais flexíveis para jornadas.
Lula: defende a valorização real do salário mínimo, a redução da jornada semanal para 40 horas sem redução salarial e apoia o fim da escala 6×1. Também propõe regulamentar o trabalho por aplicativos com direitos trabalhistas e previdenciários. UOL Notícias
Educação
Flávio Bolsonaro: coloca a alfabetização pelo método fônico entre suas prioridades e propõe ampliar escolas cívico-militares e o ensino técnico.
O plano também prevê transferir a responsabilidade pelo ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. UOL Notícias
Lula: aposta na ampliação da educação em tempo integral, construção de creches e fortalecimento do Pé-de-Meia.
Também propõe políticas de acesso ao ensino superior e continuidade das ações voltadas às cotas sociais e raciais.
Saúde
Flávio Bolsonaro: propõe atualizar os valores pagos pelo SUS a hospitais, ampliar o atendimento digital e utilizar tecnologia para melhorar consultas e exames.
Lula: defende o fortalecimento do SUS e medidas para diminuir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
Também pretende ampliar a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos de saúde.
Meio ambiente, energia e agronegócio
Flávio Bolsonaro: defende maior apoio ao agronegócio, expansão do Seguro Rural, incentivo à irrigação e mudanças para tornar o licenciamento ambiental mais rápido.
Seu programa estabelece como meta zerar o desmatamento ilegal até 2029 e prevê incentivo a diferentes fontes de energia.
Lula: estabelece a meta de alcançar desmatamento líquido zero em todos os biomas até 2030 e aposta na expansão das fontes renováveis.
Na agricultura, propõe fortalecer o Plano Safra, o Pronaf, a agricultura familiar, os bioinsumos e a agroecologia.
Dois projetos diferentes para o País
Em linhas gerais, Flávio Bolsonaro apresenta uma proposta com redução da estrutura do Estado, maior participação da iniciativa privada, corte de gastos e políticas mais rígidas de segurança.
Lula aposta em maior presença do Estado na economia, investimentos públicos, fortalecimento das políticas sociais e ampliação de programas públicos.
A comparação dos planos é importante porque muitas propostas ainda dependem de aprovação do Congresso, disponibilidade de recursos e, em alguns casos, mudanças na legislação ou na Constituição.
Como terminou o primeiro turno
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 45,16%. Os dois avançaram para o segundo turno. Tribunal Superior Eleitoral
Agora, a decisão final caberá aos eleitores no dia 25 de outubro.
O que você precisa saber
Flávio Bolsonaro e Lula apresentam propostas diferentes para os próximos quatro anos. Flávio prioriza redução da máquina pública, cortes de gastos, privatizações e endurecimento na segurança. Lula aposta em investimentos públicos, políticas sociais, fortalecimento do SUS e maior participação do Estado no desenvolvimento. O segundo turno acontece em 25 de outubro.
Perguntas mais frequentes
Quando será o segundo turno presidencial?
Em 25 de outubro de 2026.
Quem disputa o segundo turno?
Flávio Bolsonaro, do PL, e Lula, do PT.
Quem ficou em primeiro no primeiro turno?
Flávio Bolsonaro, com 47,03% dos votos válidos.
Qual é a principal diferença econômica entre os candidatos?
Flávio propõe maior redução das despesas e da estrutura estatal. Lula defende manter investimentos públicos como instrumento de desenvolvimento.
Os planos de governo precisam ser cumpridos integralmente?
Eles representam compromissos e diretrizes apresentados pelos candidatos. Muitas medidas dependem do Congresso, do orçamento e de alterações legais.
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