Ser mãe! Há diferentes estilos e formas de exercer esse papel.
?Há a mãe que gera seu filho, a mãe de pets, a mãe solo e aquela que, mesmo sem o título biológico, é “mãe” de coração — a amiga que cuida, brinca e oferece presença, seja por escolha ou por circunstâncias da vida. Há também aquela mulher que assume o cuidado de todos ao seu redor, tornando-se o pilar emocional de sua família e até de seu parceiro.
No entanto, a palavra mãe não deve apagar a palavra mulher. Antes de ser colo, ela é indivíduo; antes de cuidar, ela precisa ser cuidada. Ser mulher exige um equilíbrio emocional delicado, pois as cobranças externas e internas sobre “ser perfeita” ou “dar conta de tudo” podem ser exaustivas.
O equilíbrio não é um estado estático, mas um processo de autoconhecimento onde a mulher aprende a reconhecer seus limites, suas dores e suas necessidades.
?É aqui que a terapia emocional desempenha um papel vital. Especialmente para as mulheres que não podem ser mães biológicas — e que muitas vezes enfrentam silenciosamente o luto da infertilidade ou o peso do julgamento social —, o suporte terapêutico oferece um espaço de acolhimento. O foco não está apenas na ausência de um filho, mas na construção de um novo sentido para a própria feminilidade.
Na terapia da mulher e trabalhado o comportamento emocional para transformar a frustração em potência, ressignificando o cuidado. Afinal, a capacidade de nutrir e criar pode ser direcionada para projetos, para outras pessoas e, principalmente, para si mesma.
?A definição de mãe, ou da mulher que exerce esse arquétipo, é a entrega, mas a definição de saúde é saber quando é hora de receber. Que neste Dia das Mães, possamos celebrar não apenas o ato de cuidar dos outros, mas a coragem daquelas que escolhem cuidar de sua própria saúde mental e emocional. “Feliz dia das mães.”
?Marizete Fregonesi Louro Terapeuta Integrativa Especialista em mulheres na saúde mental emocional.


