A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar o julgamento do recurso apresentado pela Química Amparo, fabricante da marca Ypê, após a suspensão e o recolhimento de lotes de produtos de limpeza devido a possíveis irregularidades sanitárias.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (13) pela Diretoria Colegiada da Anvisa. O caso deverá voltar à pauta do órgão na próxima sexta-feira (15), conforme informou o diretor da agência, Leandro Pinheiro Safatle.
A empresa entrou com recurso contra a resolução que determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de determinados lotes de detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes produzidos pela marca.
Segundo informações divulgadas durante a reunião da Anvisa, uma inspeção conjunta realizada pela agência, pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Municipal de Amparo identificou 76 irregularidades na unidade fabril da empresa.
De acordo com Safatle, a Anvisa e a Ypê estão realizando reuniões técnicas para discutir medidas de mitigação dos riscos sanitários identificados durante a fiscalização.
Ainda segundo o diretor, a empresa informou que já iniciou investimentos e ações corretivas para adequação das irregularidades apontadas pelos órgãos sanitários.
“A empresa apresentou os investimentos já realizados, intensificou os esforços para adequação das irregularidades e se comprometeu a apresentar novas medidas corretivas até o dia 14 de maio de 2026”, afirmou Safatle durante a sessão.
O caso gerou repercussão nacional por envolver uma das marcas de produtos de limpeza mais conhecidas do Brasil. Consumidores passaram a demonstrar preocupação nas redes sociais sobre possíveis riscos relacionados aos produtos afetados pela medida.
Até o momento, a Anvisa não divulgou novas determinações além da suspensão e do recolhimento dos lotes específicos já identificados. A expectativa é que a próxima reunião da diretoria colegiada possa definir os próximos passos do processo administrativo envolvendo a empresa.
Especialistas apontam que, dependendo das conclusões finais da Anvisa, a fabricante poderá ter que ampliar medidas de adequação industrial e reforçar os protocolos de controle de qualidade e segurança sanitária.
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