Pesquisa baseada nas prestações de contas entregues ao TSE mostra que dez presidentes nacionais de partidos receberam remuneração em 2025. Ao todo, os pagamentos somaram R$ 2,95 milhões, sendo 96% financiados pelo Fundo Partidário.
Um levantamento realizado pelo g1 a partir das prestações de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que dez presidentes nacionais de partidos políticos receberam remuneração ao longo de 2025, com valores que chegaram a R$ 52,5 mil por mês.
Segundo os dados, os pagamentos totalizaram R$ 2,95 milhões, dos quais 96% foram custeados com recursos do Fundo Partidário, composto majoritariamente por verbas públicas.
Presidente do PRD lidera o ranking
O maior valor identificado foi destinado a Ovasco Roma Altimari Resende, presidente nacional do PRD.
Segundo a prestação de contas do partido, ele recebeu R$ 630,5 mil durante 2025, o equivalente a aproximadamente R$ 52,5 mil por mês.
Os pagamentos foram registrados como salários e serviços técnico-profissionais e foram integralmente financiados pelo Fundo Partidário.
Veja os maiores pagamentos registrados
Entre os dirigentes que receberam remuneração em 2025 estão:
| Presidente | Partido | Valor em 2025 |
|---|---|---|
| Ovasco Roma Altimari Resende | PRD | R$ 630,5 mil |
| José Luiz Penna | PV | R$ 501,4 mil |
| Valdemar Costa Neto | PL | R$ 404,7 mil |
| Eduardo Ribeiro | Novo | R$ 337 mil |
| Renata Abreu | Podemos | R$ 322,1 mil |
| Carlos Lupi | PDT | R$ 270 mil |
| Edinho Silva | PT | R$ 201 mil (remuneração considerada) |
| Paula Coradi | PSOL | R$ 146,8 mil |
| Paulo Lamac | Rede | R$ 95,5 mil |
| Leonardo Péricles | UP | R$ 39,3 mil |
Fundo Partidário financia a maior parte dos pagamentos
O levantamento mostra que praticamente toda a remuneração foi paga com recursos do Fundo Partidário, mecanismo abastecido principalmente por verbas do Orçamento da União, além de multas eleitorais e outras receitas previstas em lei.
A legislação permite que os partidos utilizem esses recursos para despesas administrativas, contratação de profissionais e pagamento de pessoal, respeitando limites estabelecidos na Lei dos Partidos Políticos.
Existe limite para esses salários?
Especialistas ouvidos pelo levantamento explicam que não existe um teto específico na legislação para a remuneração dos dirigentes partidários.
A Lei nº 9.096/1995 autoriza o uso do Fundo Partidário para despesas com pessoal e serviços técnico-profissionais, mas determina limites para o percentual das despesas com pessoal em relação aos recursos recebidos pelo partido.
Nem todos os presidentes receberam pagamentos
Dos 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, apenas dez tiveram pagamentos diretamente identificados em nome de seus presidentes nacionais.
Segundo o levantamento, isso não significa necessariamente que os demais dirigentes não tenham recebido recursos, já que algumas despesas podem estar registradas em nome de empresas, escritórios ou outros fornecedores.
O que você precisa saber
- Dez presidentes nacionais de partidos receberam remuneração em 2025.
- Os pagamentos somaram R$ 2,95 milhões.
- Cerca de 96% dos recursos vieram do Fundo Partidário.
- O maior pagamento foi de R$ 630,5 mil ao presidente do PRD.
- A legislação permite esse tipo de remuneração, respeitando regras da Lei dos Partidos Políticos.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem recebeu a maior remuneração?
O presidente do PRD, Ovasco Roma Altimari Resende, com R$ 630,5 mil em 2025.
O dinheiro é público?
Na maior parte dos casos, sim. Cerca de 96% dos pagamentos tiveram origem no Fundo Partidário.
É permitido pagar dirigentes partidários?
Sim. A legislação permite remuneração de dirigentes e contratação de serviços, desde que observadas as regras da Lei dos Partidos Políticos.
Todos os presidentes de partidos receberam salário?
Não. O levantamento identificou pagamentos diretamente associados a dez dos trinta presidentes nacionais dos partidos.
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