Uma nova esperança surgiu para pacientes diagnosticados com um dos tipos de câncer mais agressivos do mundo. Durante a ASCO 2026, maior congresso de oncologia do planeta, realizado em Chicago, um estudo apresentou resultados considerados históricos para o tratamento do câncer de pâncreas metastático.
O destaque foi o daraxonrasib, um medicamento oral que demonstrou resultados impressionantes em pacientes que já não respondiam mais à quimioterapia convencional. Os dados foram tão impactantes que provocaram aplausos de pé e emocionaram especialistas presentes no evento.
O estudo envolveu 500 pacientes e seguiu o mais rigoroso padrão científico utilizado na medicina moderna. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o novo medicamento e o outro continuou com o tratamento tradicional à base de quimioterapia.
Os resultados surpreenderam a comunidade médica.
Pacientes que utilizaram o daraxonrasib viveram, em média, 13,2 meses, enquanto aqueles que receberam apenas quimioterapia tiveram sobrevida média de 6,6 meses. Além disso, o risco de morte foi reduzido em 60%.
Outro dado importante mostrou que mais de 31% dos pacientes tratados com a nova medicação apresentaram redução significativa dos tumores, índice muito superior ao observado nos tratamentos convencionais.
Especialistas também destacaram a baixa taxa de efeitos colaterais graves. Apenas 1,2% dos pacientes precisaram interromper o tratamento devido a reações adversas, contra 11,2% no grupo submetido à quimioterapia.
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais difíceis de tratar. Na maioria dos casos, a doença é descoberta em estágio avançado, quando as chances de cura são reduzidas. No Brasil, cerca de 13 mil pessoas recebem o diagnóstico todos os anos e aproximadamente 12 mil acabam morrendo em decorrência da doença.
A empresa responsável pelo medicamento informou que solicitará a aprovação do remédio à FDA, agência reguladora dos Estados Unidos. No Brasil, o medicamento ainda precisará passar por avaliação da Anvisa antes de chegar aos pacientes.
Apesar de ainda não estar disponível no país, os resultados representam um dos avanços mais importantes dos últimos anos na luta contra o câncer de pâncreas.

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